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Como funciona a Distribuição de Lucros

A distribuição de lucros ocorre periodicamente (definido em contrato social), podendo ser mensal.
É a retirada pelo sócio, do lucro apurado pela DRE – Demonstração de Resultado de Exercício.

Esta operação é isenta de impostos, uma vez que este já ocorreu por conta da empresa.

Nosso sistema apresenta este valor como RESULTADO, na DRE.

Distribuição de Lucros da DRE

Distribuição de Lucros da DRE

Qual a Diferença entre Empresário Individual, EIRELI e Ltda?

Empresas que não possuem sociedade podem ser divididas em Empresário Individual  ou EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.

A diferença é que o Empresário Individual é uma pessoa física titular de uma empresa, neste caso o patrimônio da Pessoa Jurídica e do empresário são os mesmo, tendo o titular responsabilidade sobre todas as dividas da PJ, já a EIRELI,  deverá ter o capital mínimo de 100 salários mínimos, integralizados no ato da constituição da empresa, havendo distinção entre o patrimônio empresarial e pessoal.

Já no caso de sociedade entre dois ou mais sócios a empresa pode ser uma Sociedade Limitada ou simplesmente Ltda, onde os sócios devem ingressar com dinheiro ou bens para formar o capital social, sendo que os sócios tem a responsabilidade restrita ao valor do capital social.

Qual a diferença entre ME e EPP?

ME e EPP são siglas para designar o porte da empresa, ME = Micro Empresa e EPP = Empresa de Pequeno Porte.

ME – Micro Empresa faturamento de até R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) por ano.
EPP – Empresa de Pequeno Porte para empresas com faturamento entre R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e de R$ 3.600,000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) ao ano.

Qual o limite do Simples Nacional?

Atualmente o limite para se enquadrar no simples nacional é de R$ 3.600,000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) anual ou proporcional para empresas novas.

Mais sobre o simples nacional

O Simples Nacional

O simples é um sistema de tributação criado para unificar o recolhimento de tributos e facilitar a vida do contribuinte. É notório que o Brasil possui um  sistema tributário complexo e que acaba assustando muitos empresários quando decidem abrir seu próprio negocio.

A tributação no sistema do simples incide basicamente sobre seu faturamento, quando maior o faturamento maior a carga tributária, sendo as alíquotas destes impostos divididas por Anexos I a VI, cada anexo compreende uma serie de atividades.

Anexos
Anexo I – Comercio – 4 a 11,61%
Anexo II – Industria – 4,5 a 12,11%
Anexo II – Serviços e Locação de Bens Moveis – 6 a 17,42%
Anexo IV – Serviços 4,5 a 16,85
Anexo V – Serviços 8 a 22,90% *
Anexo VI – Serviços profissionais 16,93 a 22,45*
*considerar o fator r

Recentemente, em 2015, foi criado o anexo VI do Simples que possibilitou a entrada de diversas atividades, até então impedidas de adotar este sistema. Entre elas: representante comercial, advogados e algumas áreas da saúde, nutricionista, fisioterapeuta e outros.

O pagamento deste tributo se dá através de uma guia, chamada DAS e anualmente deve ser declaro a receita federal o DEFIS.

Exportação

Qualquer empresa que adote o simples nacional pode exportar seus produtos, devendo estes serem destacados no momento da declaração mensal.

Construtoras

As construtoras devem além do pagamento dos impostos via guia DAS, recolher a CPP através de uma guia DARF, gerada no mesmo momento da DAS, é a chamada desoneração da folha.

No ato da emissão da NFSe (nota fiscal de serviço) deve ser retido INSS, numa porcentagem estabelecida por lei. O responsável pelo pagamento desta retenção é o Tomador (quem contratou a empresa) da nota fiscal.

Considerações

Apesar de a constituição brasileira assegurar benefícios e vantagens aos Micro e Pequenos Empresários, esta não foi bem  a decisão do legislativo, que ao aprovar o anexo VI (permitindo a entrada de novas atividades no simples nacional), onerou o contribuinte com uma alta carga tributária, em alguns casos, maior ainda que a opção pelo sistema Lucro Presumido. É claro que existe uma serie de fatores a serem levados em conta antes da adoção do melhor sistema para sua empresa, então fique atendo e consulte sempre um profissional qualificado.

Contabilidade Unica

Como faço para pagar os impostos?

Para os clientes dos serviços contábeis, os impostos são entregues em forma de guias ou boletos, podendo ser pagos em qualquer banco, lotérica ou mesmo nos correios.

Para as empresas do simples nacional todos os impostos são recolhidos de forma mensal, já para os do lucro presumido existem impostos mensais e alguns (IRPJ e CSLL) que são recolhidos de forma trimestral.

Quais Impostos preciso pagar?

Isso vai depender do regime de tributação e da atividade da empresa.

Pelo Lucro Presumido as alíquotas ficam entre 11,33% e 16,33% (para prestadores de serviço) sendo que 3,65% do faturamento da empresa será recolhido de forma mensal a titulo de Pis e Cofins, de 2% a 5% referente a ISS. Já o IRPJ (imposto de renda) e CSLL (contribuição social sobre o lucro liquido) serão recolhidas a cada trimestre, com base no lucro da empresa e o percentual sobre o faturamento é de 4,8% e 2,88% respectivamente. Podendo haver a incidência de IRPJ adicional dependendo do faturamento.

Pelo Simples Nacional  as alíquotas ficam entre 4% a 22,45% dependendo da atividade exercida e do faturamento.

Tabela Simples Nacional

Mais sobre o Simples Nacional

Anexos do Simples Nacional

 

Atividades divididas por CNAE – IBGE (código)

Código Denominação ANEXO ALÍQUOTA INICIAL*
0111-3/01 Cultivo de arroz I 4,00%
0111-3/02 Cultivo de milho I 4,00%
0111-3/03 Cultivo de trigo I 4,00%
0111-3/99 Cultivo de outros cereais não especificados anteriormente I 4,00%
0112-1/01 Cultivo de algodão herbáceo I 4,00%
0112-1/02 Cultivo de juta I 4,00%
0112-1/99 Cultivo de outras fibras de lavoura temporária não especificadas anteriormente I 4,00%
0113-0/00 Cultivo de cana-de-açúcar I 4,00%
0114-8/00 Cultivo de fumo I 4,00%
0115-6/00 Cultivo de soja I 4,00%
0116-4/01 Cultivo de amendoim I 4,00%
0116-4/02 Cultivo de girassol I 4,00%
0116-4/03 Cultivo de mamona I 4,00%
0116-4/99 Cultivo de outras oleaginosas de lavoura temporária não especificadas anteriormente I 4,00%
0119-9/01 Cultivo de abacaxi I 4,00%
0119-9/02 Cultivo de alho I 4,00%
0119-9/03 Cultivo de batata-inglesa I 4,00%
0119-9/04 Cultivo de cebola I 4,00%
0119-9/05 Cultivo de feijão I 4,00%
0119-9/06 Cultivo de mandioca I 4,00%
0119-9/07 Cultivo de melão I 4,00%
0119-9/08 Cultivo de melancia I 4,00%
0119-9/09 Cultivo de tomate rasteiro I 4,00%
0119-9/99 Cultivo de outras plantas de lavoura temporária não especificadas anteriormente I 4,00%
0121-1/01 Horticultura, exceto morango I 4,00%
0121-1/02 Cultivo de morango I 4,00%
0122-9/00 Cultivo de flores e plantas ornamentais I 4,00%
0131-8/00 Cultivo de laranja I 4,00%
0132-6/00 Cultivo de uva I 4,00%
0133-4/01 Cultivo de açaí I 4,00%
0133-4/02 Cultivo de banana I 4,00%
0133-4/03 Cultivo de caju I 4,00%
0133-4/04 Cultivo de cítricos, exceto laranja I 4,00%
0133-4/05 Cultivo de coco-da-baía I 4,00%
0133-4/06 Cultivo de guaraná I 4,00%
0133-4/07 Cultivo de maçã I 4,00%
0133-4/08 Cultivo de mamão I 4,00%
0133-4/09 Cultivo de maracujá I 4,00%
0133-4/10 Cultivo de manga I 4,00%
0133-4/11 Cultivo de pêssego I 4,00%
0133-4/99 Cultivo de frutas de lavoura permanente não especificadas anteriormente I 4,00%
0134-2/00 Cultivo de café I 4,00%
0135-1/00 Cultivo de cacau I 4,00%
0139-3/01 Cultivo de chá-da-índia I 4,00%
0139-3/02 Cultivo de erva-mate I 4,00%
0139-3/03 Cultivo de pimenta-do-reino I 4,00%
0139-3/04 Cultivo de plantas para condimento, exceto pimenta-do-reino I 4,00%
0139-3/05 Cultivo de dendê I 4,00%
0139-3/06 Cultivo de seringueira I 4,00%
0139-3/99 Cultivo de outras plantas de lavoura permanente não especificadas anteriormente I 4,00%
0141-5/01 Produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto I 4,00%
0141-5/02 Produção de sementes certificadas de forrageiras para formação de pasto I 4,00%
0142-3/00 Produção de mudas e outras formas de propagação vegetal, certificadas I 4,00%
0151-2/01 Criação de bovinos para corte I 4,00%
0151-2/02 Criação de bovinos para leite I 4,00%
0151-2/03 Criação de bovinos, exceto para corte e leite I 4,00%
0152-1/01 Criação de bufalinos I 4,00%
0152-1/02 Criação de eqüinos I 4,00%
0152-1/03 Criação de asininos e muares I 4,00%
0153-9/01 Criação de caprinos I 4,00%
0153-9/02 Criação de ovinos, inclusive para produção de lã I 4,00%
0154-7/00 Criação de suínos I 4,00%
0155-5/01 Criação de frangos para corte I 4,00%
0155-5/02 Produção de pintos de um dia I 4,00%
0155-5/03 Criação de outros galináceos, exceto para corte I 4,00%
0155-5/04 Criação de aves, exceto galináceos I 4,00%
0155-5/05 Produção de ovos I 4,00%
0159-8/01 Apicultura I 4,00%
0159-8/02 Criação de animais de estimação I 4,00%
0159-8/03 Criação de escargô I 4,00%
0159-8/04 Criação de bicho-da-seda I 4,00%
0159-8/99 Criação de outros animais não especificados anteriormente I 4,00%
0161-0/01 Serviço de pulverização e controle de pragas agrícolas III 6,00%
0161-0/02 Serviço de poda de árvores para lavouras III 6,00%
0161-0/03 Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita III 6,00%
0161-0/99 Atividades III 6,00%
0162-8/01 Serviço Impedida
0162-8/02 Serviço de tosquiamento de ovinos III 6,00%
0162-8/03 Serviço de manejo de animais III 6,00%
0162-8/99 Atividades III 6,00%
0163-6/00 Atividades III 6,00%
0170-9/00 Caça e serviços relacionados I 4,00%
0210-1/01 Cultivo de eucalipto I 4,00%
0210-1/02 Cultivo de acácia-negra I 4,00%
0210-1/03 Cultivo de pinus I 4,00%
0210-1/04 Cultivo de teca I 4,00%
0210-1/05 Cultivo de espécies madeireiras, exceto eucalipto, acácia-negra, pinus e teca I 4,00%
0210-1/06 Cultivo de mudas em viveiros florestais I 4,00%
0210-1/07 Extração de madeira em florestas plantadas I 4,00%
0210-1/08 Produção de carvão vegetal – florestas plantadas I 4,00%
0210-1/09 Produção de casca de acácia-negra – florestas plantadas I 4,00%
0210-1/99 Produção de produtos não-madeireiros não especificados anteriormente em florestas plantadas I 4,00%
0220-9/01 Extração de madeira em florestas nativas I 4,00%
0220-9/02 Produção de carvão vegetal – florestas nativas I 4,00%
0220-9/03 Coleta de castanha-do-pará em florestas nativas I 4,00%
0220-9/04 Coleta de látex em florestas nativas I 4,00%
0220-9/05 Coleta de palmito em florestas nativas I 4,00%
0220-9/06 Conservação de florestas nativas I 4,00%
0220-9/99 Coleta de produtos não-madeireiros não especificados anteriormente em florestas nativas I 4,00%
0230-6/00 Atividades III 6,00%
0311-6/01 Pesca de peixes em água salgada I 4,00%
0311-6/02 Pesca de crustáceos e moluscos em água salgada I 4,00%
0311-6/03 Coleta de outros produtos marinhos I 4,00%
0311-6/04 Atividades de apoio à pesca em água salgada III 6,00%
0312-4/01 Pesca de peixes em água doce I 4,00%
0312-4/02 Pesca de crustáceos e moluscos em água doce I 4,00%
0312-4/03 Coleta de outros produtos aquáticos de água doce I 4,00%
0312-4/04 Atividades de apoio à pesca em água doce III 6,00%
0321-3/01 Criação de peixes em água salgada e salobra I 4,00%
0321-3/02 Criação de camarões em água salgada e salobra I 4,00%
0321-3/03 Criação de ostras e mexilhões em água salgada e salobra I 4,00%
0321-3/04 Criação de peixes ornamentais em água salgada e salobra I 4,00%
0321-3/05 Atividades de apoio à aqüicultura em água salgada e salobra III 6,00%
0321-3/99 Cultivos e semicultivos da aqüicultura em água salgada e salobra não especificados anteriormente I 4,00%
0322-1/01 Criação de peixes em água doce I 4,00%
0322-1/02 Criação de camarões em água doce I 4,00%
0322-1/03 Criação de ostras e mexilhões em água doce I 4,00%
0322-1/04 Criação de peixes ornamentais em água doce I 4,00%
0322-1/05 Ranicultura I 4,00%
0322-1/06 Criação de jacaré I 4,00%
0322-1/07 Atividades de apoio à aqüicultura em água doce III 6,00%
0322-1/99 Cultivos e semicultivos da aqüicultura em água doce não especificados anteriormente I 4,00%
0500-3/01 Extração de carvão mineral I 4,00%
0500-3/02 Beneficiamento de carvão mineral I 4,00%
0600-0/01 Extração de petróleo e gás natural I 4,00%
0600-0/02 Extração e beneficiamento de xisto I 4,00%
0600-0/03 Extração e beneficiamento de areias betuminosas I 4,00%
0710-3/01 Extração de minério de fImpedida I 4,00%
0710-3/02 Pelotização, sinterização e outros beneficiamentos de minério de fImpedida II 4,50%
0721-9/01 Extração de minério de alumínio I 4,00%
0721-9/02 Beneficiamento de minério de alumínio II 4,50%
0722-7/01 Extração de minério de estanho I 4,00%
0722-7/02 Beneficiamento de minério de estanho II 4,50%
0723-5/01 Extração de minério de manganês I 4,00%
0723-5/02 Beneficiamento de minério de manganês II 4,50%
0724-3/01 Extração de minério de metais preciosos I 4,00%
0724-3/02 Beneficiamento de minério de metais preciosos II 4,50%
0725-1/00 Extração de minerais radioativos I 4,00%
0729-4/01 Extração de minérios de nióbio e titânio I 4,00%
0729-4/02 Extração de minério de tungstênio I 4,00%
0729-4/03 Extração de minério de níquel I 4,00%
0729-4/04 Extração de minérios de cobre, chumbo, zinco e outros minerais metálicos não-fImpedidasos não especificados anteriormente I 4,00%
0729-4/05 Beneficiamento de minérios de cobre, chumbo, zinco e outros minerais metálicos não-fImpedidasos não especificados anteriormente II 4,50%
0810-0/01 Extração de ardósia e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/02 Extração de granito e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/03 Extração de mármore e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/04 Extração de calcário e dolomita e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/05 Extração de gesso e caulim I 4,00%
0810-0/06 Extração de areia, cascalho ou pedregulho e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/07 Extração de argila e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/08 Extração de saibro e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/09 Extração de basalto e beneficiamento associado I 4,00%
0810-0/10 Beneficiamento de gesso e caulim associado à extração II 4,50%
0810-0/99 Extração e britamento de pedras e outros materiais para construção e beneficiamento associado I 4,00%
0891-6/00 Extração de minerais para fabricação de adubos, fertilizantes e outros produtos químicos I 4,00%
0892-4/01 Extração de sal marinho I 4,00%
0892-4/02 Extração de sal-gema I 4,00%
0892-4/03 Refino e outros tratamentos do sal II 4,50%
0893-2/00 Extração de gemas (pedras preciosas e semipreciosas) I 4,00%
0899-1/01 Extração de grafita I 4,00%
0899-1/02 Extração de quartzo I 4,00%
0899-1/03 Extração de amianto I

Quanto é seu custo fixo?

Um dos mais recorrentes questionamentos que recebo ao iniciar meus processos de consultoria é: afinal qual é o custo fixo ideal para a minha empresa?

Bem, para responder a esta questão, temos que associar alguns outros fatores antes de falarmos de qualquer índice, eis o detalhamento:

1. Depende do tipo e porte de empresa
Cada tipo e porte de empresa pratica índices diferenciados, pois, está diretamente associado a fatores como: quanto mais técnico for a atividade maiores serão os custos com salários, estrutura para desenvolvimento (equipamentos, softwares, materiais de apoio…), tipo de atividade (quanto mais especializada for a atividade), porte da empresa (associado ao volume de faturamento).

2. Depende do segmento de negócios
O segmento de negócios determina uma grande ou menor concorrência, consequentemente, os preços são bastante determinantes (seguramente não é o único ou o principal fator) para o sucesso de vendas.

3. Depende dos concorrentes diretos

É necessário conhecer os concorrentes diretos, aqueles que “disputam” a conquista do mercado, saber como eles atuam – se são agressivos nas vendas através da dinâmica dos preços, se frequentemente realizam promoções, se os preços representam o seu grande argumento de vendas.

4. Depende do seu volume de faturamento
O montante ideal de custo fixo está associado diretamente ao faturamento da empresa, porém, existem padrões mínimos requeridos, especialmente para as empresas de baixo volume de faturamento, onde a tendência dos custos fixos percentuais é tornarem-se elevadíssimos mesmo em se tratando de uma estrutura mínima de custos.

Neste caso entra em cena outro grande fator chamado PONTO DE EQUILÍBRIO onde tem-se um volume mínimo de faturamento necessário para cobrir todos os custos.

5. Depende do padrão de empresa que você deseja ter
Refiro-me ao estilo de empresa que você tenha estruturado. Tomemos como exemplo os hotéis, existem classificações de hotéis através de estrelas… então, quando comparamos um hotel de 3 ao de 5 estrelas, nitidamente as diferenças são visuais começando pela apresentação visual, pelas comodidades ofertadas, pelo número de funcionários disponíveis…

Neste caso, é lógico que o preço cobrado é em função do tipo de serviço ofertado, então, o “produto” de um hotel 3 estrelas é absolutamente distinto em relação ao de 5 estrelas. É necessário saber avaliar e ajustar o seu padrão ofertado para saber qual estrutura de custos fixos a adotar.

Diante de todos esses argumentos, ainda permanece a grande dúvida, mas, afinal, qual é o índice de custo fixo adequado para a minha empresa?

Podemos traçar alguns parâmetros de mercado, para isso, devemos levar em consideração índices que possibilitem a competitividade de preços.

INDÚSTRIA de pequeno porte ………………….: 15 a 20%
INDÚSTRIA de médio e grande porte …………:    até 15%

COMÉRCIO de pequeno porte …………………….: 10 a 20%
COMÉRCIO de médio e grande porte ……………:    até 10%

SERVIÇOS de pequeno porte ……………………….: 15 a 25%
SERVIÇOS de médio e grande porte ………………:    até 15%

Lembrando sempre que:

1. Quanto maior o porte da empresa, conforme o volume de faturamento, menor deverá ser esse índice
2. são índices meramente indicativos, tome-os APENAS como referencial, especialmente porque eles devem estar associados as dependências mencionadas.

fonte: sebrae

8 lições de marketing de Philip Kotler

Philip Kotler é um dos gurus do marketing mundial. Segundo uma lista do “Financial Times”, ele é o quarto nome mais importante do setor – atrás apenas de Jack Welch, Bill Gates e Peter Drucker. Conheça as dicas do americano, de 83 anos, para quem deseja aprimorar o marketing de seu negócio.

kotler

1) Mais que um departamento
Kotler afirma que o marketing deve ter uma relação de interdependência com todos os departamentos de uma empresa. “O marketing não pode ser visto apenas como um setor . Na verdade, esse setor deve funcionar como uma força de papel decisivo para o sucesso de um negócio.”

2) Obedeça ao “funil de vendas”
Segundo o americano, o processo de uma venda pode ser dividido em seis etapas: prospectar clientes, entender as necessidades do público-alvo, desenvolver soluções, fazer a proposta, negociar contratos e fechar a venda. Ele afirma que as três primeiras etapas devem – quando há pessoas suficientes – ser feitas por um profissional de marketing, enquanto as últimas são uma atribuição do departamento de vendas. “Com esse funil, cada passo é tomado por quem sabe o que está fazendo”‘ diz.

Além disso, o funil serve para mostrar a principal diferença entre as duas áreas. “O marketing é responsável pela criatividade e pelas estratégias apropriadas para chegar ao cliente, enquanto a execução fica com o pessoal de vendas.”

3) Valorize o ócio
Voltando às atribuições de um profissional de marketing, Kotler ressalta que é o planejamento estratégico é importante, mas não deve se sobrepor ao processo criativo. “O marketeiro precisa de tempo para pensar e conceber as melhores ideias”, afirma.

4) Represente a voz do consumidor
Em uma empresa grande o suficiente para ter um profissional de marketing, é papel do responsável pela área ser um porta-voz dos clientes. “Uma decisão que não contempla a satisfação do consumidor tem tudo para ser equivocada.”

Para Kotler, valorizar os clientes é, por si si, uma verdadeira estratégia de marketing. “A Apple, por exemplo, deixa uma cadeira vazia nas reuniões de diretores. Ela representa, simbolicamente, o consumidor. Pergunte a um applemaníaco sobre os pontos positivos da empresa. Ele provavelmente vai falar do cuidado da empresa em ser uma amiga dos clientes”, afirma.

5) Trabalhe firme na construção de sua marca
As relações comerciais são baseadas numa relação simples: empresas vendem o que consumidores precisam. “Mas há companhias que vendem, por um preço alto, algo que pode ser encontrado em qualquer lugar. E se dão bem”, diz Kotler. Ele exemplifica essa tendência com o Starbucks. “Eles vendem café caro e são bem-sucedidos no Brasil, um dos países com maior produção mundial do grão. Isso é possível com a construção de uma marca. O Starbucks é a segunda casa dos clientes. Lá, tem internet, é confortável. As pessoas gostam disso. Empresários precisam pensar em algo semelhante na hora de promover seus negócios.”

6) Seja meio jornalista
A construção da marca é intimamente ligada ao storytelling – a capacidade de se contar uma boa história. Para mostrar a trajetória da sua empresa da melhor forma, Kotler recomenda que o marketeiro seja um pouco jornalista. “O pessoal da imprensa se atém a todos os detalhes, sabe selecionar o que é mais importante na construção de uma notícia e sabem se expressar. Essas características são essenciais para quem trabalha com marketing.”

7) Seja socialmente responsável
O objetivo principal de um empreendedor é o lucro. No entanto, a busca pelo dinheiro não pode ser a única meta. “Consciência ambiental, ética e respeito pela lei não devem ser deixados de lado ao construir a sua marca”, diz Kotler.

8) Almoce com o pessoal do financeiro
Para que o marketing se integre a todos os departamentos da empresa, deve-se mostrar a todos o que é feito pelo setor. Mais ainda: todos devem entender que o dinheiro gasto com estratégias de marketing não é um desperdício. “Seja amigo de todos. Almoce com o pessoal do financeiro, que toma conta do dinheiro e deve enxergar seu trabalho com mais ressalvas. Explique suas atividades e mostre sua importância”, afirma Kotler.